A cidade continua a mesma, depois de dois dias longe tudo permanece intacto (e assim seria se fossem dois anos).
Minhas angustias em relação a esse lugar não vão passar com o tempo, lembranças de mais, futuro de menos e as esperanças nunca se renovam.
Minha covardia me faz esperar, me apoiar em promessas tão falsas quanto a fada do dente. E os anos vão passar, e eu sozinha não vou conseguir ir a lugar nenhum...
Já não tenho mais noção do que quero pra mim. Uma fazenda ou uma casinha de sapê?
A terapia só me deixa mais confusa.
A terapia só me faz pensar menos.
A terapia não ajuda.
Minha alma é pequena, já diria Cazuza, não sei amar e fico esperando alguem que caiba no meu sonho, covarde, e na vida já perdi a viagem. Vamos pedir piedade e quem sabe um pouco de coragem.
Toda essa propaganda do filme do exagerado anda mexendo comigo, e aqui o filme ainda não chegou, o tempo parou, é parou...
Saturday, June 19, 2004
Friday, June 18, 2004
" Eu queria ver no escuro do mundo aonde estar o que você quer
pra me transformar no que te agrada no que me faça ver, qual são as cores e as coisas pra te prender..." (Cazuza)
Sunday, June 06, 2004
A preguiça anda me corroendo por dentro e por fora.
A falta de saco me impede de comcluir projetos, e assim engaveto-os.
Falta ânimo pra estar satisfeita com essa vidinha de "tanto faz".
Meus amigos não se mobilizam mais,os sonhos estão distantes demais para serem perseguidos,e o tédio impera.
A falta de iniciativa para mudar alguma coisa nesse mundo bizarro já se torna comum no meu meio,certas vezes somos criticos, as vezes metidos a intelectuais, e diariamente hipócritas.
Em encontros (raros, atualmente)em mesas de bar, as conversas já não são longas,perdemos o rumo, as piadas não se renovam nem se repetem. Só suspiros...e como diz um amigo: No quinto suspiro é hora de chorar...
